Buffalo

Foi rápido, intenso

Muito intenso e não passa

Deveria passar para ser mais facil

Os olhos de buffalo não saem da mente e paralisam o coração.

Será dificil reenfrentalos e seria dolce reencontralos.

Não é dolce encontrar os olhos de buffalo.

É impossivel fixalos e sair intacto.

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Tudo claro

A história termina sem um fim
Em um início que nunca houve
Esperança passou perto de mim
Falando baixinho, não se ouve
È ciclico o caminhar sem chegar

Retornar do ponto de partida
Assistir o replay da desilusão
Tantas vezes as vindas e ida
Estradas que não se encontram
Sentimentos liquidos e fugazes

Felicidades efemeras, memórias
Sorrisos, suspiros e a indiferença
Em aberto, a dúvida transitória
Momento mágico, uma presença
Saiu pela porta e o cheiro ficou

Abraçar o vento doce vaidade
Divertimento vazio, tic tac
Passa o tempo, passa a idade
O infinito retorico, tic tac
A fila anda, sem nenhuma direção.

Autor: Almerd Fancul

Anjo caído

Anjo caído

Do alto da sua arrogância passeia,
semeia sentimentos que não o sasseia
seu ego infinito mastiga a dor alheia
com tramas de retorica se auto convence
que seus traumas justificam o presente,
de ser ausente de compaixão nas suas paixões
de doar amor, como se fosse honesto
fingir amar para ser amado, sem se apegar.

Uma construção de retoricas que racham
que desmontam sua bela cara de vitima
timidamente convincente, rompante,
de cabeça erguida, procura uma saída
e cai sempre na mesma estrada,
de destruir vidas.

E mesmo assim ainda acredita
que a próxima história será diferente,
sabe que mente, no seu inconsciente
quer ser amado como um menino mimado
corre e faz palhaça no meio da festa
procura sua plateia mas não se sasseia,
semeia, semeia, semeia.

O anjo que estava no seu esplendor
se olhou no espelho, e viu toda a dor
que causou quando jogou na roda do amor,
não gostou do que viu, o seu ego encolheu
apertou no peito e sumiu.

Nada para se orgulhar, sem querer mais olhar
caiu no chão,
sem suas asas, descobriu-se homem
suas cicatrizes eram de corações desolados
agora era o seu que iniciava a sangrar
de ver o quanto foi incapaz de amar.

Autor: Almerd Fancul

ALEm

ALEm

De mãos dadas na beira da estrada
Placa, mochila rumo a nova parada
Desiludidos da vida querendo compania
Nos fazemos mal, o meu caminho é torto,
esburacado e sempre em subida.
Me iludo te dando passagem
Desesperado com medo do futuro
Escapo, escapo, escapo…
Vejo as tuas cicatrizes, de feridas que ainda não me foram curadas.
Cada lagrima tua, é um dia escuro sem vida.
Com tantas marcas, não mais nossas mãos estão unidas,
Caronas em carros diferentes sem o prazer de um adeus de despedida.

Almerd Fancul

D1G-ID

D1G-ID

Isso não é um vírus è somente poesia
de janela em janela,se abrem em rimas
mergulho virtualizado, imagens e vídeos
desfragmentado, reinterpretados, pixels

a distancia vemos o todo, bonito, formoso
atomicamente um freixo de luz independente
individuado, maleável, flexível, liquido
o pó da farinha, não como a massa, o trigo

O artista
è o alquimista que faz a tinta
e sabe o que significa pintar,
limitar, o horizonte de quem
com inocência a sua tinta usar, .

Deus, programador de realidade virtual
projeta a gravidade e os limites do real,
do meu vagar, a vida nos leva,
sem seus cálculos mostrar.

Sei, atras dessa imagem tem numeros a rodar.
A vagar, a mostrar, a rodar,
Sociedade de pixels!
Independentes, livres,
donos da propria luz
se conduz,
como um trem sobre os trilhos
nas mesmas trilhas, programadas
vaga, mostra, roda
Sem delongas, brilhos solitários
dentro de armarios,
encantados com a propria luz.
Narciso e seu reflexo,
o humano e a água,
o tudo e o nada,
ponto de vista.
Autor: Aumerd Fancul

Na curva do rio

Na curva do rio

A humanidade é perversa
sorri e se diverte atrás de muros
se nega a escutar o rumor do murro
Aumenta o volume do absurdo
levanta o vidro do carro
vira a cara
para a alma parada
no semáforo
A humanidade é uma.
E nega a humanidade dos “outros”
que outrora choravam
estes ainda choram
sem causar comoção
perdem as unhas, os dedos, os ossos
procurando escalar as dificuldades
que so aumentam e em um rebento
fazem-se de bobos, humilham-se
bajulam para serem aceitos.
E’ so a cara que esta nessa parada
pq o bonde passa e deixa no chao
esse uniforme de escravo, capacho
e volta pro mundao.
Onde classe media é comedia
e nao patrao.
nos canal pagando de locao
E nem reconhece a quem nao
extendeu a mao,
ja que ninguem a extende
essa eh a divisao.
q facilita a dominaçao.

Autor: Almerd Fancul

Perder o senso

Perder o senso

Que ridículo, que feio,
imoral, imprestável.
olhos serrados e bocas,
bocas molhadas de vontades
reprimidas pelos espelhos
colados nas impressões alheias,
alheias as proprias necessidades.

Estou nu, perdendo me no desejo
de chocar, esses olhos famintos
de moral, impossível de seguir
Não sou o caminhão que carrego
o teu peso de vida não vivida.
Carrego somente o peso da escolha
de ser oposição à falta de liberdade,
aos olhos julgadores e desejosos
ávidos pela segurança do lugar comum
da imposição de uma vida enlatada.

Estou nu vestido, exatamente oposto
do avesso, invertendo o que consigo
somente pelo prazer de descobrir
de ter certeza que o mundo não é
como querem me mostrar, quero ver
quero perder os sentidos,
perdi o senso do ridículo.

Autor: Almerd Fancul

Mundo real

Mundo Real

Alucinado sem nenhum aditivo
nenhum dispositivo me iludia
vago, ligeiramente imersivo
planos diferentes quem diria
realidade de muitas verdades
vaidades escondidas em luzes
ofuscam a visão, olhos cegos
desejos cegos, vidas cegadas
de proposito, seguindo a luz

voa pernilongo hipnotizado
todo desejo é inalcançável
queima rápido como um papel
com a possibilidade do toque
desejo queimado, desejo mudado
pessoa zuada, vida sugada
sem nem entender nada
o pernilongo voa para tocar a luz

São painéis eletrônicos de zumbis
plinplin, plinplun, publicidades
para um publico alvo, fácil.
que lê mas não entende,
que vê mas não enxerga,
que toca e não sente.
que absorve tudo
lembrando do tempo de fome,
de fome de coisas não comestiveis,
com a insaciável fome de desejos.
Androides programaveis para serem,

pernilongos atras da luz.

Autor: Almerd Fancul

Hum…

Hum…

Me encurralou em uma esquina de prazer
preso na luxuria prorrogando escolher
Cativeiro que trasborda o vicio carnal
E’ sim e não até chegar ao final

Moralmente questionável,
não quero me mover.
Encarcerado na tua carne,
trasandado modo de viver

Os desejos vivem em outros corpos
porém estou sempre sem enérgia.
Suas presas me sugam a alma
até a última gota de sinergia.

Baco e Dionísio dançam comigo
se divertem nesse ciclo contìnuo
Anestesiado, fadado a promiscuidade
me lamento sorrindo, pura vaidade.

Um dia de cada vez passa veloz
aos poucos percebo que sou meu algoz
Doce maldade que finjo não querer
sem pensar nas consequências,
que cairão sobre mim e você.

Autor: Almerd Fancul